
Em dezembro de 2025, a produção industrial nacional recuou 1,2% frente a novembro, na série com ajuste sazonal, queda mais intensa desde julho de 2024 (-1,5%). Em relação a dezembro de 2024, a indústria avançou 0,4%, interrompendo dois meses consecutivos de taxas negativas: novembro (-1,4%) e outubro de 2025 (-0,5%). A média móvel trimestral em dezembro foi de -0,5%. Em 2025, a indústria acumulou crescimento de 0,6%, após registrar 3,1% em 2024 e 0,1% em 2023. No quarto trimestre de 2025, ante o mesmo período do ano anterior, a indústria acumulou perda de 0,5%.
| Dezembro 2025 / Novembro 2025 | -1,20% |
| Dezembro 2025/ Dezembro 2024 | 0,40% |
| Acumulado no ano / 12 meses | 0,60% |
| Média móvel trimestral | -0,50% |
| Quarto trimestre de 2025 | -0,50% |
Na redução de 1,2% da atividade industrial na passagem de novembro para dezembro de 2025, as quatro grandes categorias econômicas e a maior parte (17) dos 25 ramos pesquisados mostraram recuo na produção. Vale destacar que, com esses resultados, a produção industrial se encontra 0,6% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020); mas ainda está 16,3% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.
Entre as atividades, as influências negativas mais importantes foram assinaladas por veículos automotores, reboques e carrocerias (-8,7%), produtos químicos (-6,2%) e metalurgia (-5,4%), com as duas primeiras marcando dois meses seguidos de queda na produção, período em que acumularam perdas de 10,4% e 7,4%, respectivamente; e a última eliminando a expansão de 3,5% acumulada no período agosto-novembro de 2025.
Outras contribuições negativas relevantes sobre o total da indústria vieram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-9,2%), produtos de minerais não metálicos (-6,6%), máquinas e equipamentos (-4,6%), produtos têxteis (-9,0%), produtos de borracha e de material plástico (-2,2%) e confecção de artigos do vestuário e acessórios (-4,1%).
Por outro lado, entre as oito atividades que mostraram avanço na produção, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (5,4%) exerceu o principal impacto na média da indústria e interrompeu três meses seguidos de recuo, período em que acumulou perda de 5,0%. Vale destacar também os impactos positivos assinalados pelos setores de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (6,7%) e de indústrias extrativas (0,9%).
Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com novembro, na série com ajuste sazonal, bens de capital (-8,3%) e bens de consumo duráveis (-4,4%) assinalaram as taxas negativas mais acentuadas em dezembro de 2025, com a primeira interrompendo três meses consecutivos de avanço na produção, período em que acumulou ganho de 1,5%; e a segunda intensificando a queda de 3,0% verificada em novembro de 2025. Os setores produtores de bens intermediários (-1,1%) e de bens de consumo semi e não duráveis (-0,7%) também mostraram recuo nesse mês, com o primeiro acumulando redução de 3,2% nos quatro últimos meses de 2025; e o segundo eliminando parte do crescimento de 1,5% registrado no período outubro-novembro de 2025.
Indicadores da Produção Industrial por Grandes Categorias Econômicas
Brasil – Dezembro de 2025
| Indicadores da Produção Industrial por Grandes Categorias EconômicasBrasil – Dezembro de 2025 | ||||
|---|---|---|---|---|
| Grandes Categorias Econômicas | Variação (%) | |||
| Dezembro 2025 / Novembro 2025* | Dezembro 2025 / Dezembro 2024 | Acumulado Janeiro-Dezembro | Acumulado nos Últimos 12 Meses | |
| Bens de Capital | -8,3 | -7,5 | -1,5 | -1,5 |
| Bens Intermediários | -1,1 | -0,9 | 1,5 | 1,5 |
| Bens de Consumo | -1,8 | 3,8 | -1,1 | -1,1 |
| Duráveis | -4,4 | -3,5 | 2,5 | 2,5 |
| Semiduráveis e não Duráveis | -0,7 | 5,0 | -1,7 | -1,7 |
| Indústria Geral | -1,2 | 0,4 | 0,6 | 0,6 |
| Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas *Série com ajuste sazonal |
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Média móvel foi de -0,5% no trimestre encerrado em dezembro
Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria mostrou variação negativa de 0,5% no trimestre encerrado em dezembro de 2025 frente ao nível do mês anterior e acentuou a magnitude de perda registrada em novembro de 2025 (-0,2%).
Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, bens de capital (-2,5%), bens de consumo duráveis (-1,6%) e bens intermediários (-0,9%) assinalaram as taxas negativas em dezembro de 2025, com a primeira eliminando o avanço de 0,5% registrado no mês anterior, quando interrompeu a trajetória descendente iniciada em abril de 2025; a segunda intensificando o recuo de 0,7% verificado em novembro de 2025; e a última marcando o terceiro mês consecutivo de queda, período em que acumulou redução de 1,8%. Por outro lado, o segmento de bens de consumo semi e não duráveis (0,2%) apontou o único resultado positivo em dezembro de 2025 e manteve a trajetória ascendente iniciada em julho de 2025.
Frente a dezembro de 2024, indústria avança 0,4%
Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial avançou 0,4% em dezembro de 2025, com resultados positivos em 1 das 4 grandes categorias econômicas, 10 dos 25 ramos, 33 dos 80 grupos e 47,3% dos 789 produtos pesquisados. Vale citar que dezembro de 2025 (22 dias) teve 1 dia útil a mais que igual mês do ano anterior (21).
Entre as atividades, as principais influências positivas no total da indústria foram registradas por indústrias extrativas (7,0%), produtos alimentícios (5,5%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (28,6%). Vale destacar também as contribuições positivas assinaladas pelos setores de produtos de borracha e de material plástico (4,7%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (9,7%), produtos diversos (11,0%), máquinas e equipamentos (2,4%) e artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (6,3%).
Por outro lado, ainda na comparação com dezembro de 2024, entre as quinze atividades que apontaram redução na produção, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,6%), produtos químicos (-7,1%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-8,0%) exerceram as maiores influências na formação da média da indústria.
Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens de consumo semi e não duráveis (5,0%) apontou, em dezembro de 2025, a única taxa positiva entre as grandes categorias econômicas, interrompendo oito meses consecutivos de taxas negativas neste tipo de comparação. Por outro lado, os segmentos de bens de capital (-7,5%), bens de consumo duráveis (-3,5%) e bens intermediários (-0,9%) assinalaram as taxas negativas nesse mês.
Indústria recua 0,5% no último trimestre do ano
Em bases trimestrais, o setor industrial, ao assinalar queda de 0,5% no período outubro-dezembro de 2025, interrompeu o comportamento positivo iniciado no quarto trimestre de 2023 (1,1%), todas as comparações contra igual período do ano anterior.
O movimento de menor dinamismo na passagem do terceiro (0,5%) para o quarto trimestre de 2025 (-0,5%) foi verificado em três das quatro grandes categorias econômicas, com destaque para bens intermediários (de 2,4% para -0,7%) e bens de capital (de -2,5% para –5,0%), pressionadas, em grande parte, pela menor produção de combustíveis e lubrificantes elaborados (de 3,1% para -9,5%), na primeira; e de bens de capital para equipamentos de transporte (de -7,2% para -12,9%), na segunda.
O setor produtor de bens de consumo duráveis (de -1,7% para -3,0%) também mostrou perda de ritmo entre esses dois períodos, enquanto o segmento de bens de consumo semi e não duráveis (de -3,0% para 0,7%) foi o único que apontou ganho e interrompeu dois trimestres consecutivos de resultados negativos.
Indústria fecha 2025 com crescimento de 0,6%
No índice acumulado do ano, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial assinalou avanço de 0,6%, com resultados positivos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 15 dos 25 ramos, 42 dos 80 grupos e 49,6% dos 789 produtos pesquisados.
Entre as atividades, as principais influências positivas no total da indústria foram registradas por indústrias extrativas (4,9%) e produtos alimentícios (1,5%). Outras contribuições positivas relevantes foram assinaladas pelos ramos de máquinas e equipamentos (5,0%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (9,6%), metalurgia (1,6%), produtos têxteis (5,6%), produtos químicos (1,0%), produtos de borracha e de material plástico (1,5%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (2,3%).
Por outro lado, ainda na comparação com janeiro-dezembro de 2024, entre as dez atividades que apontaram redução na produção, a de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-5,3%) exerceu a maior influência na formação da média da indústria. Vale citar também os impactos negativos registrados pelos setores de bebidas (-2,6%), produtos de metal (-2,2%), produtos de madeira (-6,0%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-3,1%).
Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os doze meses de 2025 mostrou maior dinamismo para os segmentos de bens de consumo duráveis (2,5%) e de bens intermediários (1,5%), impulsionados, em grande medida, pela maior produção de automóveis (3,3%) e motocicletas (12,2%), no primeiro; e de óleos brutos de petróleo e gás natural, no segundo.
Por outro lado, os setores produtores de bens de consumo semi e não duráveis (-1,7%) e de bens de capital (-1,5%) assinalaram as taxas negativas, pressionados, principalmente, pela redução na produção de álcool etílico, no primeiro; e de bens de capital para equipamentos de transporte (-5,5%), no segundo.
Fonte
O post “Produção industrial recua 1,2% em dezembro” foi publicado em 04/02/2026 e pode ser visto originalmente diretamente na fonte IBGE – Agência de Notícias
