
Em novembro de 2025, os preços da indústria variaram -0,37% frente a outubro de 2025, décimo resultado negativo seguido. Nessa comparação, 12 das 24 atividades industriais tiveram diminuição de preços. O acumulado no ano foi de -4,66%, enquanto o acumulado em 12 meses ficou em -3,38%. Em novembro de 2024, o IPP, na comparação mensal, havia sido de 1,25%.
| Período | Taxa |
|---|---|
| Novembro de 2025 | -0,37% |
| Outubro de 2025 | -0,47% |
| Novembro de 2024 | 1,25% |
| Acumulado no ano | -4,66% |
| Acumulado em 12 meses | -3,38% |
O Índice de Preços ao Produtor (IPP) das Indústrias Extrativas e de Transformação mede os preços de produtos “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes, e abrange as grandes categorias econômicas.
Em novembro de 2025, os preços da indústria variaram -0,37% frente a outubro de 2025 (-0,47%). Um total de 12 das 24 atividades industriais investigadas na pesquisa apresentaram variações negativas de preço ante o mês imediatamente anterior. Em comparação, 11 atividades haviam apresentado menores preços médios em outubro em relação ao mês de setembro.
As quatro variações mais intensas foram em impressão (3,88%); indústrias extrativas (-3,43%); outros produtos químicos (-1,52%); e papel e celulose (1,35%).
| Índice de Preços ao Produtor, segundo as Indústrias Extrativas e de Transformação (Indústria Geral) e Seções, Brasil, últimos três meses | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Indústria Geral e Seções | Variação (%) | ||||||||
| M/M-1 | Acumulado no Ano | M/M-12 | |||||||
| Set/2025 | Out/2025 | Nov/2025 | Set/2025 | Out/2025 | Nov/2025 | Set/2025 | Out/2025 | Nov/2025 | |
| Indústria Geral | -0,24 | -0,47 | -0,37 | -3,86 | -4,31 | -4,66 | -0,39 | -1,81 | -3,38 |
| B – Indústrias Extrativas | 0,52 | -0,69 | -3,43 | -13,54 | -14,14 | -17,09 | 0,05 | -7,87 | -12,76 |
| C – Indústrias de Transformação | -0,27 | -0,46 | -0,23 | -3,38 | -3,82 | -4,04 | -0,41 | -1,52 | -2,93 |
| Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coord. de Estatísticas Conjunturais em Empresas | |||||||||
Indústrias extrativas foi o setor industrial de maior destaque na composição do resultado agregado, na comparação entre os preços de novembro e os de outubro. A atividade foi responsável por -0,15 ponto percentual (p.p.) de influência na variação de -0,37% da indústria geral. Ainda neste quesito, outras atividades que também sobressaíram foram alimentos, com -0,13 p.p. de influência, outros produtos químicos (-0,12 p.p.) e refino de petróleo e biocombustíveis (-0,08 p.p.).
O acumulado no ano foi de -4,66% em novembro. Já em 2024 a taxa acumulada até o mês de novembro foi de 7,83%. O valor da taxa acumulada no ano até este mês de referência é o segundo menor já registrado para um mês de novembro desde o início da série histórica, em 2014.
Entre as atividades que, em novembro de 2025, tiveram as maiores variações no acumulado no ano, se destacaram: indústrias extrativas (-17,09%), impressão (16,39%), metalurgia (-10,07%) e alimentos (-9,91%). Enquanto as principais influências foram registradas em alimentos: -2,55 p.p., indústrias extrativas: -0,82 p.p., metalurgia: -0,70 p.p. e refino de petróleo e biocombustíveis: -0,61 p.p..
No acumulado em 12 meses, calculado comparando os preços de novembro de 2025 aos de novembro de 2024, a variação foi de -3,38% neste mês de referência. Em outubro, este mesmo indicador havia registrado taxa de -1,81%.
Os setores com as quatro maiores variações de preços na comparação de novembro com o mesmo mês do ano anterior foram: impressão (18,57%); indústrias extrativas (-12,76%); alimentos (-8,42%); e madeira (-7,75%). E, na mesma comparação, os setores de maior influência no resultado agregado foram: alimentos (-2,16 p.p.); indústrias extrativas (-0,59 p.p.); refino de petróleo e biocombustíveis (-0,54 p.p.); e outros produtos químicos (-0,41 p.p.).
Entre as grandes categorias econômicas , o resultado de novembro repercutiu assim: -0,01% de variação em bens de capital (BK); -0,75% em bens intermediários (BI); e 0,09% em bens de consumo (BC), sendo que a variação observada nos bens de consumo duráveis (BCD) foi de 0,30%, ao passo que nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis (BCND) foi de 0,04%.
A principal influência dentre as Grandes Categorias Econômicas foi exercida por bens intermediários, cujo peso na composição do índice geral foi de 53,54% e respondeu por -0,40 p.p. da variação de -0,37% nas indústrias extrativas e de transformação.
Completam a lista, bens de consumo, com influência de 0,03 p.p. e bens de capital com 0,00 p.p.. No caso de bens de consumo, a influência observada em novembro se divide em 0,02 p.p., que se deveu à variação nos preços de bens de consumo duráveis, e 0,01 p.p. associada à variação de bens de consumo semiduráveis e não duráveis.
| Índice de Preços ao Produtor, variação segundo as Indústrias Extrativas e de Transformação (Indústria Geral) e Grandes Categorias Econômicas, Brasil, últimos três meses | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Indústria Geral e Grandes Categorias Econômicas | Variação (%) | ||||||||
| M/M-1 | Acumulado no Ano | M/M-12 | |||||||
| Set/2025 | Out/2025 | Nov/2025 | Set/2025 | Out/2025 | Nov/2025 | Set/2025 | Out/2025 | Nov/2025 | |
| Indústria Geral | -0,24 | -0,47 | -0,37 | -3,86 | -4,31 | -4,66 | -0,39 | -1,81 | -3,38 |
| Bens de Capital (BK) | -0,41 | 0,23 | -0,01 | -0,01 | 0,23 | 0,22 | 3,60 | 2,88 | 1,32 |
| Bens Intermediários (BI) | -0,57 | -0,64 | -0,75 | -6,30 | -6,91 | -7,60 | -2,70 | -4,14 | -6,15 |
| Bens de Consumo (BC) | 0,26 | -0,36 | 0,09 | -1,02 | -1,38 | -1,30 | 2,21 | 0,68 | -0,24 |
| Bens de Consumo Duráveis (BCD) | 0,50 | 0,00 | 0,30 | 2,70 | 2,70 | 3,01 | 3,60 | 2,90 | 3,07 |
| Bens de Consumo Semiduráveis e Não Duráveis (BCND) | 0,22 | -0,43 | 0,04 | -1,73 | -2,15 | -2,11 | 1,95 | 0,25 | -0,87 |
| Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coord. de Estatísticas Conjunturais em Empresas | |||||||||
No acumulado no ano, a variação chegou a 0,22%, no caso de bens de capital; -7,60% em bens intermediários; e -1,30% em bens de consumo – sendo que bens de consumo duráveis acumulou variação de 3,01%, enquanto bens de consumo semiduráveis e não duráveis, -2,11%.
Em termos de influência no resultado acumulado no ano, bens de capital foi responsável por 0,02 p.p. dos -4,66% verificados na indústria geral até novembro deste ano. Bens intermediários, por seu turno, respondeu por -4,20 p.p., enquanto bens de consumo exerceu influência de -0,48 p.p. no resultado agregado da indústria, influência que se divide em 0,18 p.p. devidos às variações nos preços de bens de consumo duráveis e -0,66 p.p. causados pelas variações de bens de consumo semiduráveis e não duráveis.
No acumulado em 12 meses, a variação de preços de bens de capital foi de 1,32% em novembro/2025. Os preços dos bens intermediários, por sua vez, variaram -6,15% neste intervalo de um ano e a variação em bens de consumo foi de -0,24%, sendo que bens de consumo duráveis apresentou variação de preços de 3,07% e bens de consumo semiduráveis e não duráveis de -0,87%.
No que diz respeito às influências no resultado agregado, com peso de 7,95% no cálculo do índice geral, bens de capital foi responsável por 0,10 p.p. dos -3,38% de variação acumulada em 12 meses na indústria, neste mês de referência. No resultado de novembro de 2025, houve, ainda, influência de -0,09 p.p. de bens de consumo e de -3,39 p.p. de bens intermediários.
O resultado de bens de consumo, em particular, foi influenciado em 0,18 p.p. por bens de consumo duráveis e em -0,27 p.p. por bens de consumo semiduráveis e não duráveis, este último com peso de 83,44% no cômputo do índice daquela grande categoria.
Indústrias extrativas: com uma variação de -3,43% em relação ao mês anterior — o que representou influência de -0,15 p.p. no resultado geral de -0,37% — o setor registrou seu oitavo resultado negativo no ano. Em novembro, a atividade se destacou nos três indicadores acompanhados, tanto em termos de variação quanto de influência.
Na comparação mensal, esse desempenho correspondeu à segunda maior variação absoluta, sendo a maior queda e a maior influência entre todas as atividades analisadas. Nos indicadores de longo prazo, o setor acumulou retração de -17,09% em 2025 — maior variação negativa no indicador e menor valor para um mês de novembro desde 2014, quando a queda foi de -23,67%. Esse resultado também garantiu a segunda maior influência absoluta, com -0,82 p.p. sobre o índice geral de -4,66%.
Em relação a novembro de 2024, os preços atuais estão 12,76% mais baixos, com influência de -0,59 p.p. no resultado agregado de -3,38%, ocupando novamente a segunda posição em variação e influência para esse indicador.
Alimentos: pelo sétimo mês consecutivo, a comparação dos preços do mês atual contra os do imediatamente anterior é negativa. Em novembro a variação foi de -0,52%, menos intensa que a de outubro, -1,45%. O acumulado no ano chegou a -9,91% (em novembro de 2024 era de 11,95%) e a variação acumulada em 12 meses, -8,42%, é a mais expressiva no campo negativo desde julho de 2023, -10,94%.
O movimento de preços observados no setor fez com que, em termos de variação, fosse, entre todos os setores da indústria, a quarta mais intensa (no campo negativo) no acumulado no ano e a terceira (negativa) no acumulado em 12 meses. Por sua vez, em termos de influência, o setor foi aquele com a segunda mais intensa na comparação mensal (-0,13 p.p., em -0,37%) e a primeira tanto no acumulado no ano (-2,55 p.p., em -4,66%) quanto no acumulado em 12 meses (-2,16 p.p., em -3,38%).
Dois produtos se destacam tanto em termos de variação quanto de influência, na perspectiva da variação mensal: “leite esterilizado / UHT / Longa Vida” e “óleo de soja em bruto, mesmo degomado”. Em relação ao leite, entre as variações, não só este como o resfriado e as “bebidas lácteas” figuram entre os destaques, o que é condizente com o período de maior captação do leite bruto nas bacias leiterias.
Em termos de influência, os quatro produtos destacados respondem por -0,30 p.p., em -0,52%. Três deles, os já citados anteriormente e “açúcar cristal” impactam negativamente, compensados, em parte, pelo aumento de preços de “carnes de bovinos, frescas ou refrigeradas”. No caso do açúcar, a queda está em linha com o período de safra. Já o recuo de preços de “óleo de soja em bruto, mesmo degomado” responde a uma menor demanda, em especial do setor de biodiesel, onde o produto é usado como matéria-prima. Por fim, os preços de “carnes de bovinos, frescas ou refrigeradas” responderam a um aumento da demanda, em particular de outros países.
Em relação aos grupos abertos do setor, quatro dos seis tiveram variação negativa de preços na comparação mensal, todos eles com mais intensidade que o resultado do setor (-0,52%). As quedas foram observadas em “fabricação de óleos e gorduras vegetais e animais” (-1,35%), “laticínios” (-5,34%), “moagem, fabricação de produtos amiláceos e de alimentos para animais” (-0,73%) e “fabricação e refino de açúcar” (-3,35%). Os movimentos contrários vieram de “abate e fabricação de produtos de carne” (2,19%) e em menor escala de “torrefação e moagem de café” (0,45%). Nos indicadores de mais longo prazo, todos os resultados são negativos, com exceção de “torrefação e moagem de café” (15,21%, no acumulado no ano; e 20,91%, no acumulado em 12 meses), que carrega as elevações ocorridas entre janeiro de 2024 e abril de 2025, quando os preços avançaram em 139,59%.
Refino de petróleo e biocombustíveis: pelo segundo mês consecutivo (e o sexto mês no ano), a variação de preços do setor foi negativa. Os preços de novembro recuaram, em média, 0,79% em relação aos de outubro. Com isso, a variação acumulada no ano foi a -6,17% (em novembro de 2024 estava em 0,63%) e a acumulada em 12 meses a -5,38%, a mais intensa, no campo negativo, desde abril de 2024 (-9,64%).
“Naftas”, “gasolina, exceto para aviação” e “óleos combustíveis, exceto diesel”, todos com preços menores em novembro que outubro, aparecem em destaque tanto em variação quanto em influência. A queda no caso de derivados de petróleo responde ao comportamento dos preços de “óleo bruto de petróleo”, um recuo que se espalha por oito dos 11 meses do ano. No caso de influência, ao lado dos produtos recém citados, aparece “álcool etílico (anidro ou hidratado)”, o único com avanço de preços frente ao mês anterior. Os quatro produtos influenciaram em -0,83 p.p. o resultado de -0,79%, o que significa que a contribuição líquida dos demais seis produtos foi positiva (0,04 p.p.).
Outros produtos químicos: pelo quarto mês consecutivo, a variação mensal de preços do setor é negativa, em novembro em -1,52%. Com isso, o acumulado no ano foi a -5,30% (era 11,67%, no mesmo mês de 2024). Já a variação anual atingiu o valor de -5,11%, a mais intensa no campo negativo desde abril de 2024, -7,08%.
O destaque dado ao setor se deve ao fato de ter tido a terceira mais intensa variação (no caso, negativa), na comparação dos preços de novembro contra outubro, e, em termos de influência, ter sido a terceira nesta mesma comparação (-0,12 p.p., em -0,37%) e a quarta no acumulado em 12 meses (-0,41 p.p., em -3,38%).
No caso dos produtos destacados, na comparação mensal, dois deles aparecem tanto como uma das quatro mais intensas variações (negativas) e também entre as quatro maiores influências: “polietileno de alta densidade (PEAD)” e “polipropileno (PP)”, ambos pertencem ao grupo de resinas e elastômeros. No caso da influência, os outros dois produtos são: “adubos ou fertilizantes minerais ou químicos, fosfatados” e “propeno (propileno) não saturado”, cada um deles pertence a um grupo distinto. Adubos faz parte dos inorgânicos e propeno dos orgânicos (grupo que não é aberto na pesquisa). Seja como for, os quatro produtos respondem por -1,09 p.p., em -1,52%, o que significa que -0,43 p.p. é a influência líquida dos demais 35 produtos que compõem a amostra.
A queda nos preços tanto de “polietileno de alta densidade (PEAD)” quanto de “polipropileno (PP)” está atrelada ao comportamento do mercado internacional, conforme relatam as empresas respondentes. Por outro lado, no caso de adubos, um aumento global da oferta, combinada com uma menor demanda interna, explica em parte o recuo observado.
Metalurgia: depois de duas variações positivas consecutivas, o setor voltou ao campo negativo com uma variação de -0,33% na passagem de outubro para novembro. Com nove resultados negativos no indicador mensal nos 11 primeiros meses do ano, o setor acumulou uma retração de 10,07% em 2025, até novembro. Esse resultado fez o setor se destacar como a terceira variação mais intensa nesse indicador, além de ser também a terceira principal influência (-0,70 p.p. em -4,66%) dentre todas as 24 atividades analisadas na pesquisa. E no acumulado em 12 meses a queda se intensificou, com os preços de novembro de 2025 estando agora, em média, 5,80% menores que os de novembro de 2024 (em outubro, esse indicador apresentava um recuo de 2,01%).
Dos quatro produtos de maior influência na comparação mensal, dois deles seguiram na mesma direção do setor e apresentaram resultados negativos no mês, sendo um do grupo de metais não ferrosos, “óxido de alumínio (alumina calcinada)”, e outro do grupo de siderurgia, “lingotes, blocos, tarugos ou placas de aços ao carbono”. E outros dois produtos se destacaram com impacto positivo no resultado setorial, ambos do grupo de metais não ferrosos (“chapas e tiras, de alumínio, de espessura superior a 0,2mm” e “alumínio não ligado em formas brutas”). Esses quatro produtos de maior influência no indicador mensal impactaram o resultado da atividade em -0,20 p.p., cabendo, portanto, uma influência de -0,13 p.p. aos demais 20 produtos.
O grupo de maior influência no resultado do mês, com impacto negativo, foi o de metais não ferrosos. Suas variações costumam estar ligadas às cotações das bolsas internacionais e têm sido impactadas, principalmente, por variações da cotação do alumínio (principal responsável pela variação de novembro), do ouro e do cobre. E vale lembrar também da importância da taxa de câmbio para explicar os resultados do grupo e do setor como um todo: em novembro, o dólar apresentou uma depreciação de 0,8% frente ao real, e já acumula uma queda de 12,4% em 2025 e de 8,0% nos últimos 12 meses, o que ajuda a explicar os resultados de mais longo prazo da atividade.
Já o grupo de siderurgia, que é o de maior peso na atividade e foi o que mais influenciou o resultado negativo acumulado no ano, também acompanhou a direção do setor no mês e apresentou uma variação de -0,20% em novembro. Este resultado ainda pode ser parcialmente atribuído a uma maior oferta de aço no mercado interno, decorrente de um aumento da importação do produto chinês durante o segundo semestre do ano, e a uma menor demanda externa. Somam-se a esses pontos a queda do dólar no ano e os menores preços do minério de ferro, tanto no mês quanto no acumulado em 2025. Com o resultado de novembro, o grupo também acumulou uma queda de 10,54% no ano e de 9,43% nos últimos 12 meses.
Fonte
O post “Índice de Preços ao Produtor (IPP) é de -0,37% em novembro” foi publicado em 17/01/2026 e pode ser visto originalmente diretamente na fonte IBGE – Agência de Notícias
