
Em janeiro de 2026, os preços da indústria variaram 0,34% frente a dezembro de 2025, segundo resultado positivo consecutivo. De todo modo, o índice acumulado em 12 meses se mantém negativo, em -4,33%. Em 2026, por só compreender o dado de janeiro, a taxa acumulada é de 0,34%.
O Índice de Preços ao Produtor (IPP) das Indústrias Extrativas e de Transformação mede os preços de produtos “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes, e abrange as grandes categorias econômicas.
| Período | Taxa |
|---|---|
| Janeiro de 2026 | 0,34% |
| Dezembro de 2025 | 0,14% |
| Janeiro de 2025 | 0,15% |
| Acumulado no ano | 0,34% |
| Acumulado em 12 meses | -4,33% |
Para efeitos de comparação, em dezembro de 2025, o índice variou 0,14%. Já em janeiro de 2025, o IPP, na comparação mensal, havia sido de 0,15%.
Em janeiro 15 das 24 atividades industriais investigadas na pesquisa apresentaram variação positiva nos preços ante o mês imediatamente anterior. Em comparação, 14 atividades haviam apresentado maiores preços médios em dezembro em relação ao mês de novembro.
As quatro altas mais intensas em janeiro foram em metalurgia (2,73%); impressão (2,73%); outros produtos químicos (1,70%) e perfumaria, sabões e produtos de limpeza (1,67%).
| Índice de Preços ao Produtor, segundo as Indústrias Extrativas e de Transformação (Indústria Geral) e Seções, Brasil, últimos três meses | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Indústria Geral e Seções | Variação (%) | ||||||||
| M/M-1 | Acumulado no Ano | M/M-12 | |||||||
| Nov/2025 | Dez/2025 | Jan/2026 | Nov/2025 | Dez/2025 | Jan/2026 | Nov/2025 | Dez/2025 | Jan/2026 | |
| Indústria Geral | -0,35 | 0,14 | 0,34 | -4,64 | -4,51 | 0,34 | -3,36 | -4,51 | -4,33 |
| B – Indústrias Extrativas | -3,32 | 3,14 | 1,39 | -16,99 | -14,39 | 1,39 | -12,66 | -14,39 | -11,88 |
| C – Indústrias de Transformação | -0,21 | 0,01 | 0,29 | -4,02 | -4,01 | 0,29 | -2,91 | -4,01 | -3,96 |
| Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coord. de Estatísticas Conjunturais em Empresas | |||||||||
Na comparação entre os preços de janeiro e dezembro, metalurgia foi o setor industrial de maior destaque na composição do resultado agregado. A atividade influenciou com 0,18 ponto percentual (p.p.) na variação de 0,34% da indústria geral. Outras atividades que também sobressaíram foram outros produtos químicos (com 0,13 p.p. de influência); refino de petróleo e biocombustíveis (-0,07 p.p.) e indústrias extrativas (0,06 p.p.).
No acumulado em 12 meses, calculado comparando os preços de janeiro de 2026 aos de janeiro de 2025, o IPP chegou a -4,33%. Em dezembro, este indicador estava em -4,51%.
Os setores com as quatro maiores variações de preços na comparação em 12 meses foram: impressão (19,14%), indústrias extrativas (-11,88%), alimentos (-9,84%) e madeira (-8,69%). E, também na comparação com janeiro de 2025, os setores que mais influenciaram o resultado agregado foram: alimentos (-2,51 p.p.), refino de petróleo e biocombustíveis (-0,77 p.p.), indústrias extrativas (-0,56 p.p.) e outros produtos químicos (-0,51 p.p.).
Entre as grandes categorias econômicas, o resultado de janeiro repercutiu assim: -0,70% de variação em bens de capital (BK); 0,54% em bens intermediários (BI); e 0,26% em bens de consumo (BC), sendo que a variação observada nos bens de consumo duráveis (BCD) foi de 0,22%, ao passo que nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis (BCND) foi de 0,27%.
A principal influência dentre as Grandes Categorias Econômicas foi exercida por bens intermediários, cujo peso na composição do índice geral foi de 53,76%, respondendo por 0,29 p.p. do IPP de janeiro.
Nas demais categorias, bens de consumo influenciou o IPP de janeiro com 0,10 p.p. e bens de capital com -0,06 p.p.. No caso de bens de consumo, a influência observada em janeiro se divide em 0,01 p.p. por parte dos preços de bens de consumo duráveis, e 0,09 p.p. por parte de bens de consumo semiduráveis e não duráveis.
| Índice de Preços ao Produtor, variação segundo as Indústrias Extrativas e de Transformação (Indústria Geral) e Grandes Categorias Econômicas, Brasil, últimos três meses | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Indústria Geral e Grandes Categorias Econômicas | Variação (%) | ||||||||
| M/M-1 | Acumulado no Ano | M/M-12 | |||||||
| Nov/2025 | Dez/2025 | Jan/2026 | Nov/2025 | Dez/2025 | Jan/2026 | Nov/2025 | Dez/2025 | Jan/2026 | |
| Indústria Geral | -0,35 | 0,14 | 0,34 | -4,64 | -4,51 | 0,34 | -3,36 | -4,51 | -4,33 |
| Bens de Capital (BK) | 0,02 | 0,47 | -0,70 | 0,25 | 0,71 | -0,70 | 1,35 | 0,71 | -0,63 |
| Bens Intermediários (BI) | -0,72 | 0,35 | 0,54 | -7,58 | -7,26 | 0,54 | -6,13 | -7,26 | -6,60 |
| Bens de Consumo (BC) | 0,10 | -0,22 | 0,26 | -1,28 | -1,49 | 0,26 | -0,22 | -1,49 | -1,73 |
| Bens de Consumo Duráveis (BCD) | 0,40 | 0,00 | 0,22 | 3,11 | 3,11 | 0,22 | 3,17 | 3,11 | 2,27 |
| Bens de Consumo Semiduráveis e Não Duráveis (BCND) | 0,05 | -0,26 | 0,27 | -2,11 | -2,36 | 0,27 | -0,87 | -2,36 | -2,49 |
| Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coord. de Estatísticas Conjunturais em Empresas | |||||||||
No acumulado em 12 meses, a variação de preços de bens de capital foi de -0,63% em janeiro de 2026. Os preços dos bens intermediários, por sua vez, variaram -6,60% neste intervalo e a variação em bens de consumo foi de -1,73%, sendo que bens de consumo duráveis apresentou variação de preços de 2,27% e bens de consumo semiduráveis e não duráveis de -2,49%.
No que diz respeito às influências no resultado agregado em 12 meses (-4,33%), bens de capital foi responsável por -0,05 p.p em janeiro. Houve, ainda, influência de -0,65 p.p. de bens de consumo e de -3,64 p.p. de bens intermediários.
O resultado de bens de consumo, em particular, foi influenciado em 0,14 p.p. por bens de consumo duráveis e em -0,78 p.p. por bens de consumo semiduráveis e não duráveis, este último com peso de 83,40% no cômputo da categoria de bens de consumo.
Destaques setoriais
Indústrias extrativas: com uma variação de 1,39% em janeiro, as indústrias extrativas voltaram a registrar alta em relação ao mês anterior, segunda alta consecutiva. Apesar disso, a atividade ainda opera em cenário de deflação quando comparada aos preços observados em janeiro de 2025. A taxa de -11,88% é a mais intensa entre todos os segmentos pesquisados.
A alta em janeiro foi impulsionada pelo desempenho dos produtos “minérios de cobre e seus concentrados, bruto ou beneficiado” e “óleos brutos de petróleo”. Por outro lado, no indicador interanual, apenas o produto “minérios de cobre e seus concentrados, bruto ou beneficiado” contribuiu para atenuar o cenário de deflação. De modo geral, o comportamento dos produtos segue alinhado à trajetória dos mercados internacionais.
Alimentos: pela nona vez consecutiva, a variação mensal dos preços do setor é negativa. Em janeiro contra dezembro, o recuo foi de -0,17%. Com isso, o acumulado em 12 meses foi a -9,84%, resultado menos intenso que o de dezembro de 2025 (-10,48%), mas mantendo o patamar negativo iniciado em setembro.
O destaque ao setor de alimentos se dá por ser o setor de maior peso na pesquisa (24,01%), além de ter tido a terceira maior variação absoluta em 12 meses (-9,84%) e ter tido a principal influência em pontos percentuais para o IPP acumulado em 12 meses (-2,51 p.p. dos -4,33% geral).
Dos produtos que mais influenciaram o setor, destacam-se margarina e leite longa vida, que tiveram avanços nos preços relativos à pressão de custos, com a menor captação do leite nas bacias leiteiras. Já pelo lado das quedas, carnes de suínos congeladas foi destaque devido à queda na demanda, enquanto açúcar VHP (very high polarization) se destacou com influência do período de safra. Destaca-se, ainda que a apreciação do real frente ao dólar tem impactado os preços do setor alimentício.
Refino de petróleo e biocombustíveis: neste setor, houve queda de 0,66% dos preços em janeiro. No acumulado em 12 meses, a queda chega a 7,64%, como tem sido registrado desde junho de 2025.
Na perspectiva da variação mensal, o setor manteve-se como a terceira principal influência da série, com um impacto de -0,07 p.p., em 0,34%, e a segunda principal influência nos últimos de 12 meses, representando -0,77 p.p., em -4,33%. O setor também se destacou por conta de seu peso no indicador, com 9,69% do total, a segunda maior contribuição na indústria.
Outros produtos químicos: após cinco meses de quedas, os preços dos produtos químicos voltaram a crescer na porta da fábrica. Em janeiro, a alta foi de 1,70%, a terceira maior entre os setores pesquisados, contribuindo com 0,13 p.p. no IPP de janeiro.
O avanço nos preços se deveu, principalmente, aos fertilizantes. Os maiores custos de aquisição de insumos importados (em particular os derivados de enxofre), que já haviam sido percebidos em parte dos concentrados fosfatados em dezembro, foram mais intensos e disseminados em janeiro. Como resultado, o grupo econômico de químicos inorgânicos, que no mês anterior havia apresentado alta de 1,24%, registrou aumento de 2,97% nos preços médios de janeiro.
Metalurgia: o setor acelerou o avanço já observado em dezembro (2,24%) e, em janeiro, apresentou alta mensal de 2,73%, a maior dentre as 24 atividades pesquisadas. Ainda, a metalurgia contribuiu com 0,18 p.p. no IPP de janeiro, a maior influência setorial. Apesar dos dois aumentos consecutivos, em média, os preços do setor acumulam queda de 4,91% nos últimos 12 meses.
O grupo de maior influência no indicador mensal, com impacto positivo, foi o de metais não ferrosos. Suas variações costumam estar ligadas às cotações das bolsas internacionais e, em janeiro, foi impactada, principalmente, por variações do ouro, que teve a cotação impulsionada por alta na demanda pelo ativo, e do cobre, com um déficit de oferta e baixo estoque.
Veículos automotores: na comparação com dezembro, os preços do setor subiram 0,24% em janeiro, oitava alta consecutiva. Assim, nos últimos 12 meses, a atividade acumulou uma variação de 2,30%, representando uma desaceleração em relação ao observado no mês anterior, que havia sido de 2,83%.
Entre os quatro produtos de maior influência no setor em janeiro, dois tiveram variação positiva nos preços: “componentes elétricos de ignição” e “sistemas de marcha e transmissão para veículos automotores”. Já “automóvel passageiro, a gasolina ou bicombustível” e “caminhão-trator, para reboques e semirreboques” tiveram queda nos preços em relação a dezembro.
Ainda neste setor, o grupo econômico “fabricação de automóveis, camionetas e utilitários” encerrou uma série de quatro altas de preços consecutivas e variou negativamente em janeiro, com um resultado de -0,14%. Apesar disso, o acumulado nos últimos 12 meses do grupo manteve-se positivo, em 1,84%.
Saiba mais sobre o Índice de Preços ao Produtor – Indústrias Extrativas e de Transformação – IPP:
Fonte
O post “Índice de Preços ao Produtor (IPP) é de 0,34% em janeiro” foi publicado em 05/03/2026 e pode ser visto originalmente diretamente na fonte IBGE – Agência de Notícias
