
Em janeiro de 2026, a produção industrial nacional cresceu 1,8% frente a dezembro de 2025, na série com ajuste sazonal, com sete dos quinze locais pesquisados apresentando resultados positivos.
Os avanços mais acentuados foram no Pará (8,6%), São Paulo (3,5%), Minas Gerais (3,2%) e Bahia (3,0%). Já Rio Grande do Sul (-4,5%), Espírito Santo (-4,3%) e Ceará (-2,5%) tiveram as quedas mais intensas.
A média móvel trimestral foi de -0,1%, com resultados negativos em 11 dos 15 locais pesquisados. Os recuos mais acentuados foram registrados por Goiás (-3,9%), Amazonas (-2,4%), Ceará (-2,2%), Santa Catarina (-2,1%), Bahia (-2,1%), Rio Grande do Sul (-1,9%) e Espírito Santo (-1,8%). Por outro lado, Mato Grosso (1,6%) mostrou o avanço mais elevado em janeiro de 2026.
Frente a janeiro de 2025, na série sem ajuste sazonal, a indústria variou 0,2% em janeiro de 2026, com resultados positivos em oito dos 18 locais pesquisados. As altas mais intensas foram em Pernambuco (27,7%) e Espírito Santo (14,5%). Rio Grande do Norte (-24,9%) e Bahia (-10,3%) registraram recuos mais intensos.
No acumulado dos últimos 12 meses, o setor industrial avançou 0,5%, com taxas positivas em oito dos 18 locais pesquisados.
Indicadores Conjunturais da Indústria
Resultados Regionais – Janeiro de 2026
| Locais | Variação (%) | |||
|---|---|---|---|---|
| Janeiro 2026/ Dezembro 2025* |
Janeiro 2026/ Janeiro 2025 |
Acumulado Janeiro-Janeiro |
Acumulado nos Últimos 12 Meses |
|
| Amazonas | 1,9 | -6,8 | -6,8 | -0,4 |
| Pará | 8,6 | 0,5 | 0,5 | 0,7 |
| Região Nordeste | 2,0 | -0,4 | -0,4 | -0,6 |
| Maranhão | – | 6,2 | 6,2 | -3,9 |
| Ceará | -2,5 | -7,5 | -7,5 | -1,3 |
| Rio Grande do Norte | – | -24,9 | -24,9 | -12,5 |
| Pernambuco | -2,0 | 27,7 | 27,7 | -0,6 |
| Bahia | 3,0 | -10,3 | -10,3 | -1,0 |
| Minas Gerais | 3,2 | 2,7 | 2,7 | 1,5 |
| Espírito Santo | -4,3 | 14,5 | 14,5 | 13,6 |
| Rio de Janeiro | -0,1 | 5,6 | 5,6 | 5,7 |
| São Paulo | 3,5 | -1,5 | -1,5 | -2,4 |
| Paraná | 1,5 | 0,0 | 0,0 | 0,3 |
| Santa Catarina | -1,7 | -6,5 | -6,5 | 2,0 |
| Rio Grande do Sul | -4,5 | -6,5 | -6,5 | 1,2 |
| Mato Grosso do Sul | – | 8,7 | 8,7 | -12,1 |
| Mato Grosso | -1,1 | 5,2 | 5,2 | -5,6 |
| Goiás | -1,6 | -4,4 | -4,4 | 2,0 |
| Brasil | 1,8 | 0,2 | 0,2 | 0,5 |
| Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas * Série com Ajuste Sazonal |
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Sete dos quinze locais pesquisados mostraram resultados positivos em janeiro frente a dezembro, na série com ajuste sazonal. Pará (8,6%) teve a expansão mais acentuada e interrompeu quatro meses consecutivos de taxas negativas, período em que acumulou redução de 13,2%. São Paulo (3,5%), Minas Gerais (3,2%), Bahia (3,0%), Região Nordeste (2,0%) e Amazonas (1,9%) também registraram avanços mais intensos do que a média nacional (1,8%), enquanto Paraná (1,5%) completou o conjunto de locais com índices positivos em janeiro de 2026.
Por outro lado, Rio Grande do Sul (-4,5%) e Espírito Santo (-4,3%) tiveram os recuos mais elevados neste mês, com ambos marcando o segundo mês seguido de queda na produção, período em que acumularam perdas de 5,7% e 10,0%, respectivamente. Ceará (-2,5%), Pernambuco (-2,0%), Santa Catarina (-1,7%), Goiás (-1,6%), Mato Grosso (-1,1%) e Rio de Janeiro (-0,1%) também mostraram resultados negativos no primeiro mês de 2026.
Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria mostrou variação negativa de 0,1% no trimestre encerrado em janeiro de 2026 frente ao nível do mês anterior, permanecendo com a trajetória descendente iniciada em outubro de 2025.
Em termos regionais, 11 dos 15 locais pesquisados tiveram resultados negativos neste mês. Os recuos mais intensos foram registrados por Goiás (-3,9%), Amazonas (-2,4%), Ceará (-2,2%), Santa Catarina (-2,1%), Bahia (-2,1%), Rio Grande do Sul (-1,9%) e Espírito Santo (-1,8%). Por outro lado, Mato Grosso (1,6%) mostrou o avanço mais elevado em janeiro de 2026.
Na comparação com janeiro de 2025, o setor industrial mostrou variação positiva de 0,2% em janeiro de 2026, com oito dos dezoito locais pesquisados em expansão na produção. Vale citar que janeiro de 2026 (21 dias) teve 1 dia útil a menos que igual mês do ano anterior (22).
Pernambuco (27,7%) e Espírito Santo (14,5%) tiveram os avanços mais acentuados neste mês. Em Pernambuco, o resultado foi impulsionado pelo comportamento das atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis; máquinas, aparelhos e materiais elétricos; metalurgia; produtos alimentícios e produtos químicos. No Espírito Santo, a alta foi influenciada pelas indústrias extrativas e metalurgia.
Mato Grosso do Sul (8,7%), Maranhão (6,2%), Rio de Janeiro (5,6%), Mato Grosso (5,2%), Minas Gerais (2,7%) e Pará (0,5%) completaram o conjunto de locais com crescimento na produção no índice mensal de janeiro de 2026. Paraná, ao marcar variação nula (0,0%) neste mês, repetiu o patamar de produção registrado em janeiro de 2025.
Por outro lado, Rio Grande do Norte (-24,9%) e Bahia (-10,3%) assinalaram os recuos mais intensos de janeiro de 2026. No Rio Grande do Norte, o resultado foi pressionado pelas atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis. Na Bahia, puxaram o resultado as atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis e máquinas, aparelhos e materiais elétricos.
Ceará (-7,5%), Amazonas (-6,8%), Santa Catarina (-6,5%), Rio Grande do Sul (-6,5%), Goiás (-4,4%), São Paulo (-1,5%) e Região Nordeste (-0,4%) registraram os demais resultados negativos no índice mensal do primeiro mês de 2026.
No confronto do resultado do último trimestre de 2025 com o do índice mensal de janeiro de 2026, ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior, oito dos dezoito locais pesquisados mostraram ganho de dinamismo, acompanhando, assim, o movimento observado no total nacional, que passou de -0,7% para 0,2%.
Em termos regionais, Pernambuco (de 1,8% para 27,7%), Mato Grosso do Sul (de -12,9% para 8,7%), Pará (de -9,4% para 0,5%), Maranhão (de -2,9% para 6,2%) e Mato Grosso (de -3,9% para 5,2%) tiveram os ganhos mais acentuados entre os dois períodos, enquanto Rio Grande do Norte (de -7,5% para -24,9%), Espírito Santo (de 24,4% para 14,5%), Goiás (de 4,4% para -4,4%), Rio Grande do Sul (de 2,1% para -6,5%), Bahia (de -1,8% para -10,3%), Amazonas (de 0,8% para -6,8%), Santa Catarina (de 0,2% para -6,5%) e Ceará (de -1,4% para -7,5%) assinalaram as principais perdas.
O acumulado nos últimos 12 meses, ao crescer 0,5% em janeiro de 2026, permaneceu positivo, mas ainda assinalando perda de ritmo frente aos resultados dos meses anteriores. Em termos regionais, oito dos dezoito locais pesquisados registraram taxas positivas em janeiro de 2026, mas dez apontaram menor dinamismo frente aos índices de dezembro de 2025. Bahia (de 0,3% para -1,0%), Santa Catarina (de 3,2% para 2,0%), Rio Grande do Sul (de 2,3% para 1,2%), Rio Grande do Norte (de -11,8% para -12,5%), Ceará (de -0,7% para -1,3%) e Amazonas (de 0,1% para -0,4%) tiveram as perdas mais acentuadas entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, enquanto Pernambuco (de -3,8% para -0,6%), Espírito Santo (de 11,6% para 13,6%), Maranhão (de -5,3% para -3,9%), Mato Grosso do Sul (de -12,8% para -12,1%) e Rio de Janeiro (de 5,1% para 5,7%) mostraram os principais ganhos entre os dois períodos.
Saiba mais sobre a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física – Divulgação Regional – PIM-PF
Fonte
O post “Em janeiro, indústria cresce em sete dos 15 locais pesquisados” foi publicado em 14/03/2026 e pode ser visto originalmente diretamente na fonte IBGE – Agência de Notícias
