
Em janeiro de 2026, o volume de serviços no Brasil teve variação positiva de 0,3% frente a dezembro de 2025, na série com ajuste sazonal. Dessa forma, o setor de serviços está 20,1% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e iguala o recorde da série histórica, alcançado em outubro e, novamente, em novembro de 2025. Frente a janeiro de 2025, o volume de serviços cresceu 3,3%, seu 22º resultado positivo consecutivo. O acumulado nos últimos doze meses foi a 3,0%, ligeiramente acima de dezembro de 2025 (2,9%).
| Período | Variação (%) | |
|---|---|---|
| Volume | Receita Nominal |
|
| Janeiro 26 / Dezembro 25* | 0,3 | 2,3 |
| Janeiro 26 / Janeiro 25 | 3,3 | 7,0 |
| Acumulado Janeiro-Janeiro | 3,3 | 7,0 |
| Acumulado nos Últimos 12 Meses | 3,0 | 7,7 |
| *série com ajuste sazonal | ||
A alta do volume de serviços (0,3%), de dezembro de 2025 para janeiro de 2026, foi acompanhada por três das cinco atividades investigadas, com destaque para outros serviços (3,7%), que recuperaram parte da perda de dezembro (-4,2%). Os demais avanços vieram de informação e comunicação (1,0%) e de transportes (0,4%), com o primeiro acumulando 3,6% nos últimos dois meses; e o segundo recuperando parte da perda de 4,1% verificada de novembro a dezembro de 2025. A única taxa negativa do mês veio dos serviços prestados às famílias (-1,2%), eliminando o ganho acumulando entre outubro e dezembro de 2025 (0,8%). Já os serviços profissionais, administrativos e complementares ficaram estáveis (0,0%).
Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral dos serviços ficou estável (0,0%) no trimestre encerrado em janeiro de 2026, frente ao trimestre imediatamente anterior. Três das cinco atividades mostraram comportamento negativo, com destaque para os transportes (-1,3%), seguido pelos serviços prestados às famílias (-0,2%) e pelos outros serviços (-0,1%). Já as expansões ocorreram em informação e comunicação (0,8%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (0,5%).
| Pesquisa Mensal de Serviços – Volume de Serviços, segundo as atividades de divulgação – Janeiro 2026 – Variação (%) | ||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Atividades de Divulgação | Mês/Mês anterior (1) | Mensal (2) | Acumulado no ano (3) | Últimos 12 meses (4) | ||||||||
| NOV | DEZ | JAN | NOV | DEZ | JAN | JAN-NOV | JAN-DEZ | JAN-JAN | Até NOV | Até DEZ | Até JAN | |
| Volume de Serviços – Brasil | 0,0 | -0,2 | 0,3 | 2,7 | 3,6 | 3,3 | 2,8 | 2,9 | 3,3 | 2,8 | 2,9 | 3,0 |
| 1. Serviços prestados às famílias | 0,3 | 0,2 | -1,2 | -0,1 | 0,6 | 0,5 | 1,1 | 1,0 | 0,5 | 1,2 | 1,0 | 1,0 |
| 1.1 Serviços de alojamento e alimentação | 0,3 | 0,0 | -1,1 | -0,2 | -0,6 | 0,6 | 1,7 | 1,5 | 0,6 | 1,8 | 1,5 | 1,4 |
| 1.1.1 Alojamento | – | – | – | -3,6 | -0,8 | -0,8 | 2,7 | 2,3 | -0,8 | 2,5 | 2,3 | 2,4 |
| 1.1.2 Alimentação | – | – | – | 0,7 | -0,6 | 1,1 | 1,4 | 1,2 | 1,1 | 1,7 | 1,2 | 1,1 |
| 1.2 Outros serviços prestados às famílias | -1,1 | 8,3 | -6,6 | 0,3 | 9,2 | 0,4 | -2,8 | -1,8 | 0,4 | -2,6 | -1,8 | -1,3 |
| 2. Serviços de informação e comunicação | -1,1 | 2,6 | 1,0 | 3,1 | 7,4 | 6,5 | 5,3 | 5,5 | 6,5 | 5,4 | 5,5 | 5,6 |
| 2.1 Serviços de tecnologia da informação e comunicação (TIC) | -0,4 | 1,3 | 1,1 | 4,3 | 7,1 | 6,6 | 6,1 | 6,2 | 6,6 | 6,1 | 6,2 | 6,2 |
| 2.1.1 Telecomunicações | -0,6 | 1,6 | -0,1 | -1,2 | 1,0 | 1,4 | 0,3 | 0,4 | 1,4 | 0,6 | 0,4 | 0,3 |
| 2.1.2 Serviços de tecnologia da informação | -1,3 | 0,6 | 3,4 | 9,9 | 12,6 | 12,1 | 12,3 | 12,3 | 12,1 | 11,8 | 12,3 | 12,3 |
| 2.2 Serviços audiovisuais | -5,8 | 11,1 | 2,4 | -5,7 | 9,4 | 5,5 | -0,7 | 0,2 | 5,5 | -0,1 | 0,2 | 0,7 |
| 3. Serviços profissionais, administrativos e complementares | 1,5 | -0,1 | 0,0 | 3,6 | 5,0 | 5,0 | 2,7 | 2,9 | 5,0 | 2,7 | 2,9 | 3,2 |
| 3.1 Serviços técnico-profissionais | 2,7 | -3,4 | 2,2 | 6,5 | 7,6 | 6,7 | 3,5 | 3,9 | 6,7 | 3,8 | 3,9 | 4,5 |
| 3.2 Serviços administrativos e complementares | 0,9 | -0,1 | 1,9 | 1,3 | 2,8 | 3,7 | 2,0 | 2,1 | 3,7 | 1,9 | 2,1 | 2,3 |
| 3.2.1 Aluguéis não imobiliários | 4,9 | -0,7 | -1,4 | 4,4 | 3,3 | 2,6 | -0,6 | -0,3 | 2,6 | -0,7 | -0,3 | 0,4 |
| 3.2.2 Serviços de apoio às atividades empresariais | 0,0 | -0,3 | 3,6 | 0,3 | 2,7 | 4,1 | 2,9 | 2,9 | 4,1 | 2,8 | 2,9 | 2,9 |
| 4. Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio | -1,3 | -2,8 | 0,4 | 2,7 | 0,8 | 1,1 | 2,5 | 2,3 | 1,1 | 2,5 | 2,3 | 2,5 |
| 4.1 Transporte terrestre | 0,3 | -1,9 | -0,8 | 4,4 | 5,7 | 2,7 | 1,1 | 1,4 | 2,7 | 0,8 | 1,4 | 2,0 |
| 4.1.1 Rodoviário de cargas | – | – | – | 6,2 | 9,6 | 3,9 | 1,4 | 2,0 | 3,9 | 0,5 | 2,0 | 2,8 |
| 4.1.2 Rodoviário de passageiros | – | – | – | 1,4 | 6,3 | -0,8 | -0,8 | -0,2 | -0,8 | -0,7 | -0,2 | 0,2 |
| 4.1.3 Outros segmentos do transporte terrestre | – | – | – | 1,5 | -7,5 | 2,9 | 2,6 | 1,6 | 2,9 | 4,1 | 1,6 | 1,8 |
| 4.2 Transporte aquaviário | -3,8 | -1,0 | 2,2 | -8,2 | -9,4 | -4,4 | 0,4 | -0,4 | -4,4 | 0,8 | -0,4 | -0,7 |
| 4.3 Transporte aéreo | -2,6 | -5,1 | 4,6 | 13,4 | -3,4 | 16,0 | 17,6 | 15,6 | 16,0 | 19,7 | 15,6 | 16,0 |
| 4.4 Armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio | 0,1 | -5,1 | 3,2 | -2,5 | -5,5 | -6,2 | 1,0 | 0,4 | -6,2 | 1,1 | 0,4 | -0,4 |
| 5. Outros serviços | 0,5 | -4,2 | 3,7 | 2,3 | 2,5 | 1,9 | -0,9 | -0,6 | 1,9 | -1,3 | -0,6 | -0,2 |
| 5.1 Esgoto, gestão de resíduos, recuperação de materiais e descontaminação | – | – | – | 4,9 | 2,7 | 0,8 | 1,1 | 1,3 | 0,8 | 1,3 | 1,3 | 1,0 |
| 5.2 Atividades auxiliares dos serviços financeiros | – | – | – | 3,1 | 3,0 | 3,2 | -1,1 | -0,7 | 3,2 | -1,7 | -0,7 | -0,1 |
| 5.3 Atividades imobiliárias | – | – | – | -3,9 | -0,1 | -0,6 | -0,5 | -0,5 | -0,6 | -0,6 | -0,5 | -0,7 |
| 5.4 Outros serviços não especificados anteriormente | – | – | – | -1,1 | 1,5 | -4,3 | -3,0 | -2,6 | -4,3 | -3,3 | -2,6 | -2,1 |
| Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas (1) Base: mês imediatamente anterior – com ajuste sazonal; (2) Base: igual mês do ano anterior; (3) Base: igual período do ano anterior; (4) Base: 12 meses anteriores. | ||||||||||||
Na comparação com janeiro de 2025, o volume dos serviços cresceu 3,3% em janeiro de 2026, vigésimo segundo resultado positivo seguido. Esse avanço foi acompanhado pelas cinco atividades de divulgação e por 48,2% dos 166 tipos de serviços investigados.
Os setores de informação e comunicação (6,5%) e de serviços profissionais, administrativos e complementares (5,0%) exerceram os principais impactos positivos, impulsionados pelo aumento da receita em consultoria em tecnologia da informação; portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet; tratamentos de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na Internet; desenvolvimento e licenciamento de softwares; edição integrada à impressão de livros; e desenvolvimento de programas de computador sob encomenda, no primeiro ramo; e em agenciamento de espaços de publicidade; intermediação de negócios em geral por meio de aplicativos ou de plataformas de e-commerce; atividades de vigilância e segurança privada; operação de programas de fidelidade e cartões de desconto; atividades de limpeza; e locação de mão de obra temporária, no último.
Os demais avanços vieram dos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (1,1%); dos outros serviços (1,9%); e dos serviços prestados às famílias (0,5%), explicados, em grande parte, pela maior receita vinda de rodoviário de cargas; transporte aéreo de passageiros; ferroviário de cargas; concessionárias de rodovias; e navegação interior de cargas, no primeiro ramo; de corretoras de títulos e valores mobiliários; coleta de resíduos não perigosos de origem doméstica, urbana ou industrial; administração de bolsas e de mercados de balcão organizados; e atividades auxiliares de seguros, de previdência complementar e de planos de saúde, no segundo; e de restaurantes, no último.
Volume de Serviços cresce em 12 das 27 unidades da federação
Regionalmente, 12 das 27 unidades da federação assinalaram expansão no volume de serviços em janeiro de 2026, frente ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal. Entre os locais que apontaram taxas positivas nesse mês, o impacto mais importante veio de São Paulo (1,6%), seguido por Mato Grosso (5,6%), Santa Catarina (1,3%), Rio Grande do Sul (1,1%) e Pará (3,1%). Em contrapartida, Paraná (-7,1%) e Rio de Janeiro (-3,0%) exerceram as principais influências negativas do mês.
Frente a janeiro de 2025, a alta de 3,3% no volume de serviços foi acompanhada por 16 das 27 unidades da federação. A contribuição positiva mais importante veio de São Paulo (6,5%), com Mato Grosso (44,8%), Distrito Federal (10,0%), Pará (6,9%) e Amazonas (5,7%) a seguir. Já as perdas mais impactantes vieram de Rio de Janeiro (-3,2%), Minas Gerais (-1,5%) e Rio Grande do Sul (-2,5%).
Atividades Turísticas recuam 1,1% em janeiro
Em janeiro de 2026, o índice de atividades turísticas recuou 1,1% frente a dezembro de 2025, segundo resultado negativo seguido, período em que acumulou perda de 1,5%. Com isso, o segmento de turismo se encontra 11,6% acima do patamar de fevereiro de 2020 e 1,9% abaixo do ápice da sua série histórica, alcançado em dezembro de 2024.
Apenas oito dos 17 locais pesquisados acompanharam este movimento de queda verificado na atividade turística nacional (-1,1%). A influência negativa mais relevante ficou com o Paraná (-9,4%), seguido por Pernambuco (-8,1%) e Rio de Janeiro (-1,6%). Em sentido oposto, São Paulo (0,6%) liderou neste mês, seguido por Amazonas (4,7%) e Pará (3,2%).
Frente a janeiro de 2025, o volume de atividades turísticas no Brasil cresceu 3,5%, após ter recuado 0,7% em dezembro de 2025, quando interrompeu dezoito resultados positivos seguidos. O impulso principal, em janeiro, veio dos ramos de transporte aéreo de passageiros; agências de viagens; restaurantes; e serviços de reservas relacionados a hospedagens.
Onze das dezessete unidades da federação onde o indicador é investigado mostraram avanço nos serviços voltados ao turismo, com destaque para São Paulo (5,0%) e Rio de Janeiro (11,9%), seguidos por Pará (17,9%), Distrito Federal (8,8%), Mato Grosso (20,7%) e Amazonas (13,7%). Em contrapartida, Minas Gerais (-6,5%) exerceu o principal impacto negativo do mês, seguido por Santa Catarina (-6,3%), Pernambuco (-6,6%) e Goiás (-8,4%).
Transporte de passageiros fica estável e transporte de cargas varia 0,1%
Em janeiro de 2026, o volume de transporte de passageiros no Brasil registrou estabilidade (0,0%) frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, após ter assinalado dois recuos seguidos, período em que acumulou uma perda de 4,6%. Dessa forma, o segmento se encontra, nesse mês de referência, 6,7% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 17,9% abaixo de fevereiro de 2014 (ponto mais alto da série histórica).
Por sua vez, o volume do transporte de cargas mostrou variação positiva de 0,1% em janeiro de 2026, após ter recuado 1,5% no mês anterior. Dessa forma, o segmento se situa 4,3% abaixo do ponto mais alto de sua série (julho de 2023). Com relação ao nível pré-pandemia, o transporte de cargas está 38,3% acima de fevereiro 2020.
No confronto com igual mês do ano anterior, sem ajuste sazonal, o transporte de passageiros mostrou expansão de 5,7% em janeiro de 2026, décimo sétimo resultado positivo seguido; ao passo que o transporte de cargas avançou 3,0%, no mesmo tipo de confronto, registrando, assim, o nono avanço consecutivo.
Fonte
O post “Volume dos Serviços varia 0,3% em janeiro” foi publicado em 14/03/2026 e pode ser visto originalmente diretamente na fonte IBGE – Agência de Notícias
