
A taxa de desocupação (5,1%) no trimestre encerrado em dezembro de 2025 foi a menor da série histórica iniciada em 2012, recuando nas duas comparações: -0,5 ponto percentual (p.p.) frente ao trimestre móvel anterior (5,6%) e -1,1 p.p. ante o mesmo trimestre móvel de 2024 (6,2%).
| Indicador/Período | out-nov-dez 2025 | jul-ago-set 2025 | out-nov-dez 2024 |
|---|---|---|---|
| Taxa de desocupação | 5,1% | 5,6% | 6,2% |
| Taxa de subutilização | 13,4% | 13,9% | 15,2% |
| Rendimento real habitual | R$ 3.613 | R$ 3.527 | R$ 3.440 |
| Variação do rendimento habitual em relação a: | 2,4% | 5,0% | |
A população desocupada (5,5 milhões) foi o menor contingente da série histórica, recuando 9,0% (menos 542 mil pessoas) no trimestre e caindo 17,7% (menos 1,2 milhão de pessoas) no ano.
A população ocupada (103,0 milhões) foi recorde da série histórica, crescendo nas duas comparações: 0,6% (565 mil pessoas) no trimestre e 1,1% (mais 1,2 milhão de pessoas) no ano. O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi a 58,9%, recorde da série, variando 0,2 p.p. no trimestre (58,7%) e ficando estável no ano (58,7%).
A taxa composta de subutilização (13,4%) foi a mais baixa da série, recuando nas duas comparações: -0,5 p.p. frente ao trimestre anterior (13,9%) e -1,8 p.p. ante o mesmo trimestre de 2024 (15,2%).
A população subutilizada (15,3 milhões) foi semelhante ao menor contingente registrado no trimestre encerrado em dezembro de 2014 (15,3 milhões), recuando nas duas comparações: -3,3% (menos 515 mil) no trimestre e -12,3% (menos 2,1 milhões) no ano. A população subocupada por insuficiência de horas (4,5 milhões) ficou estável no trimestre e caiu 7,1 no ano (menos 343 mil pessoas).
A população fora da força de trabalho (66,2 milhões) ficou estável no trimestre e cresceu 2,1% (mais 1,3 milhão de pessoas) no ano.
A população desalentada (2,6 milhões) ficou estável no trimestre e caiu 11,5% (menos 343 mil pessoas) no ano. O percentual de desalentados (2,4%) não teve variação significativa no trimestre e recuou 0,3 p.p. no ano.
O número de empregados no setor privado (53,0 milhões) foi recorde da série, mas sem variação significativa no trimestre e crescimento de 1,1% no ano (mais 578 mil pessoas).
O número de empregados com carteira assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) foi recorde da série (39,4 milhões), com estabilidade no trimestre e alta de 2,4% (mais 939 mil pessoas) no ano. O número de empregados sem carteira no setor privado (13,6 milhões) ficou estável no trimestre e recuou 2,6% (menos 361 mil pessoas) no ano. O número de empregados no setor público (13 milhões) foi recorde da série histórica, mostrando estabilidade no trimestre e crescimento de 3,9% (mais 483 mil pessoas) no ano.
O número de trabalhadores por conta própria (26,1 milhões) foi recorde da série histórica, mantendo-se estável no trimestre e crescendo 2,5% (mais 638 mil pessoas) no ano.
A taxa de informalidade foi de 37,6% da população ocupada (ou 38,7 milhões de trabalhadores informais), próxima aos 37,8% (ou 38,7 milhões de pessoas) observados no trimestre encerrado em setembro e abaixo dos 38,6% (ou 39,3 milhões de pessoas) registrados no trimestre encerrado em dezembro de 2024.
O rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.613) foi recorde, com altas de 2,4% no trimestre e de 5,0% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 367,6 bilhões) foi novamente recorde, com alta de 3,1% (mais R$ 10,9 bilhões) no trimestre e de 6,4% (mais R$ 22 bilhões) no ano.
Taxa de desocupação – Brasil – 2012/2025

O contingente na força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas), no trimestre de outubro a dezembro de 2025, foi estimado em 108,5 milhões de pessoas, com estabilidade em ambas as comparações.
A análise da ocupação segundo os grupamentos de atividade frente ao trimestre de julho a setembro de 2025, mostrou aumentos em: Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (1,6%, ou mais 299 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (1,5%, ou mais 282 mil pessoas). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.
Frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2024 foi observado aumento nos grupamentos: Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (3,7%, ou mais 475 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (5,5%, ou mais 1,0 milhão de pessoas). Houve redução no grupamento de Serviços domésticos (4,9%, ou menos 289 mil pessoas).
Taxa composta de subutilização – Trimestres de setembro a novembro – Brasil – 2012 a 2025 (%)

O rendimento médio mensal real segundo os grupamentos de atividade, frente ao trimestre de julho a setembro de 2025, mostrou aumento nas categorias: Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (3,7%, ou mais R$ 82) e Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (5,1%, ou mais R$ 254). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.
Frente ao mesmo trimestre de 2024 mostrou aumento nas categorias: Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (9,3%, ou mais R$ 196) Construção (5,5%, ou mais R$ 147) Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (5,8%, ou mais R$ 287) Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (4,7%, ou mais R$ 219) e Serviços domésticos (4,8%, ou mais R$ 63). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.
Fonte
O post “PNAD Contínua: taxa de desocupação é de 5,1% e taxa de subutilização é de 13,4% no trimestre encerrado em dezembro” foi publicado em 31/01/2026 e pode ser visto originalmente diretamente na fonte IBGE – Agência de Notícias
