DO OC – A revista científica internacional Environmental Research Letters premiou, nesta quinta-feira (3/4), artigo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) sobre a metodologia de cálculo das emissões de gases de efeito estufa no setor de mudanças de uso da terra.
O artigo foi publicado em 2024 no periódico e apresentou o método adotado pelo Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) do Observatório do Clima (OC).
O conselho editorial da revista escolhe anualmente os melhores artigos em quatro categorias. O artigo Improving estimations of GHG emissions and removals from land use change and forests in Brazil (Aperfeiçoando as estimativas de emissões e remoções de gases de efeito estufa por mudanças no uso da terra e florestas no Brasil, em tradução livre) foi premiado na categoria regiões emergentes.
“O reconhecimento chega em momento importante: a metodologia vem sendo adotada por estados e municípios como parte de seus inventários de emissões. O prêmio confirma a qualidade do método e celebra o trabalho da equipe do Ipam no seu desenvolvimento e aprimoramento”, disse ao OC Bárbara Zimbres, pesquisadora do Ipam, integrante do SEEG e autora principal do artigo.
Os pesquisadores Julia Shimbo, Felipe Lenti, Edriano Souza e Ane Alencar (também do Ipam), Amintas Brandão Jr (Center for Sustainability and the Global Environment da Universidade de Wisconsin) e Tasso Azevedo (Observatório do Clima) são co-autores da publicação.
O artigo detalha como o SEEG aprimorou, a partir de 2020, o método original de estimativas de emissões para o setor, usado no Inventário Brasileiro de Emissões e Remoções Antrópicas de Gases de Efeito Estufa (Ministério da Ciência e Tecnologia), passando a incorporar os mapas produzidos pela rede MapBiomas às estimativas, o que permitiu a obtenção de dados mais atualizados. O método considera todos os processos de uso da terra, como desmatamento, recuperação e dinâmica entre tipos de usos antrópicos, alocados até o nível municipal.
“Este estudo demonstrou a importância e o grande potencial do Brasil em gerar e reportar estimativas anuais de emissões e remoções para o setor de mudança no uso da terra utilizando mapas de uso e cobertura do solo de séries temporais disponíveis. Com a abordagem apresentada aqui, três principais limitações dos Inventários Nacionais podem ser superadas: (i) a anualização das estimativas sem recorrer a proxies; (ii) a ampliação e atualização do período reportado, eliminando o atual intervalo de 4 anos entre o último mapa produzido e o presente; e (iii) a prevenção da omissão de padrões de emissões e remoções dentro dos períodos analisados, os quais são mascarados ao comparar mapas de uso e cobertura do solo em longos intervalos de tempo”, dizem os pesquisadores na conclusão do artigo.
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O post “Artigo sobre metodologia do SEEG é premiado por revista científica” foi publicado em 03/04/2025 e pode ser visto originalmente na fonte OC | Observatório do Clima